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Prova Quádrupla


 

A Prova Quádrupla do que pensamos, dizemos ou fazemos:

  1. É a VERDADE ?

  2. É JUSTO a todos os interessados ?

  3. Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES ?

  4. Será BENÉFICO para todos os interessados ?

 

História da Prova Quádrupla

 

"Em 1932 fui encarregado pelo credores da Club Aluminum Company de evitar a falência e conseqüente fechamento da empresa. Atuava a mesma como distribuidora de utensílios de cozinha e de outros artigos para uso doméstico.

Achamos que era devedora de uma importância superior a US$ 400 mil acima do ativo total. Estava quebrada mas ainda vivia. Nessa ocasião, um banco de Chicago emprestou-nos US$ 6.100,00, parcos recursos com os quais deveríamos prosseguir operando.

Conquanto tivéssemos um bom produto, nossos competidores também comerciavam com material de excelente qualidade e de marcas largamente anunciadas. Nossa empresa dispunha de ótimos empregados, mas a concorrência igualmente os possuía. E, além disso, se achavam, naturalmente, em condições econômicas muito mais sólidas do que a nossa.

Com tremendos obstáculos e desvantagens a enfrentar, sentimos a necessidade de criar em nossa organização algo com que competidores não contassem em idênticas proporções. Decidimos, então, que teria de girar em torno do caráter, da noção do dever e do espírito de servir do nosso pessoal.

Determinamos principiar por selecionar cuidadosamente nossos colaboradores e, em seguida ajudá-los a se tornarem melhores homens e mulheres, à medida que avançassem nas suas carreiras. Acreditávamos na força da razão e resolvemos tentar o máximo para que estivesse ela sempre do nosso lado. A indústria que nos consagrávamos, como acontecia com várias outras, tinha um código de ética, mas este era muito longo e quase impossível de ser memorizado e, portanto, impraticável.

Concluímos que precisávamos de um padrão simples para avaliar a correção da nossa maneira de proceder e que todos na empresa pudessem rapidamente lembrar-se. Entendíamos que o texto proposto não deveria apontar aos nossos empregados o que lhes competia fazer, porém, dirigir-lhes perguntas que lhes facilitassem verificar se os seus planos, normas e ações estavam certos ou errados.

Havíamos procurado nas publicações disponíveis uma medida de ética curta mas não conseguimos encontrar uma satisfatória. Um dia, em junho de 1932, resolvi orar a respeito do assunto. Naquela manhã, debrucei-me sobre a minha escrivaninha e pedi a Deus que nos ajudasse a pensar, falar e fazer o que fosse certo. Imediatamente peguei um cartão em branco e escrevi a Prova Quádrupla do que pensamos, dizemos ou fazemos, assim:

  1. É a verdade?

  2. É justo para todos os interessados?

  3. Criará boa vontade e melhores amizades?

  4. Será benéfico para todos os interessados?

Coloquei essa pequena série de perguntas sobre o vidro de minha mesa de trabalho e deliberei ensaiá-la por alguns dias, antes de abordar o assunto com qualquer funcionário da empresa. O resultado foi deveras desencorajador. Por pouco não lancei-a na cesta de lixo. Logo no primeiro dia, quando comparei tudo o que passou pelas minhas mãos com a sua indagação inicial "É a Verdade ?", nunca havia, até então, percebido de quanto estava frequentemente afastado da verdade e do número de inexatidões que figuravam nos documentos, cartas e propaganda da empresa.

Depois de dois meses de um sincero e constante empenho de minha parte, eu estava completamente convencido de seu valor, e, ao mesmo tempo, imensamente humilhado, e as vezes desanimado, com meu próprio desempenho como presidente da empresa. Tinha, entretanto, progredido bastante naquele propósito de respeitar o teste para julgar-me autorizado a mencioná-lo a meus associados. Discuti-o com os quatro chefes de departamento. Talvez seja útil conhecer qual a crença religiosa dos componentes desse grupo: um era católico, o segundo cristão cientista, o terceiro judeu ortodoxo e o quarto presbiteriano.

Indaguei a cada um deles se notava algum detalhe na Prova Quádrupla contrário aos ideais e a doutrina de sua particular devoção. Todos concordaram que o culto da veracidade, equidade, amistosidade e prestimosidade não só se ajustava aos seus princípios mas que, se permanente observados nos negócios, essas virtudes lhes asseguram maior sucesso e aperfeiçoamento. Anuíram em averiguar se os planos, normas e informes e publicidade do estabelecimento se coadunavam com os ditames da Prova Quádrupla. Mais tarde pediu-se a todo o pessoal que a decorasse e adotasse em suas relações com os demais.

A investigação da linguagem dos nossos anúncios, à luz da Prova Quádrupla, resultou na eliminação de asseverações cuja autenticidade não pode ser demonstrada. Superlativos como "o melhor", "o maior", "o único", desapareceram de nossa propaganda. Como conseqüência o público gradualmente passou a depositar crescente fé no que declarávamos nos anúncios e a comprar mais das nossas mercadorias.

O uso ininterrupto da Prova Quádrupla levou-nos a alterar nossa orientação atinente às relações com os competidores. Abolimos de nossa literatura e reclames quaisquer comentários adversos ou prejudiciais aos produtos da concorrência. Quando se oferecia uma oportunidade de se elogiar nossos colegas não hesitávamos em fazê-lo. Assim, conquistamos sua consideração, respeito e amizade. A obediência aos preceitos da Prova Quádrupla no trato com nossos empregados, fornecedores e clientes garantiu-nos a sua estima e boa vontade. Aprendemos que a afeição e confiança daqueles com quem nos associamos são essenciais ao êxito duradouro dos negócios. Graças ao leal esforço dos nossos servidores por mais de vinte anos, temos aproximado com firmeza dos alvos a que a Prova Quádrupla se propõe a atingir. Fomos recompensados com um contínuo aumento das nossas vendas e lucros, do qual participou a remuneração do pessoal. Falida em 1932 conseguimos atingir a atual situação com suas dívidas integralmente saldadas. O pagamento de mais de um milhão de dólares a seus acionistas e um acervo superior a dois milhões. Todos esses resultados promanam de um investimento inicial de apenas US$ 6.100,00, da observância da Prova Quádrupla e do labor interno de algumas dedicadas criaturas que acreditaram na bondade divina e atuaram sob a inspiração de elevados ideais.

Os dividendos intangíveis, derivados da adoção da Prova Quádrupla, são ainda mais significativos do que os financeiros. Temos constantemente visto crescerem, a nosso favor, a boa vontade, estima e confiança dos clientes, concorrentes e público em geral, e, o que é mais valioso, assinalamos um grande aprimoramento dos predicados morais do nosso corpo de funcionários e empregados.

Descobrimos que não se pode aplicar incessantemente a Prova Quádrupla a todas as modalidades de contatos, no setor dos negócios, durante as oito horas por dia sem que se contraia o costume de consultá-la no curso da própria vida doméstica, social e cívica.

E dessa forma seremos melhores pais, amigos e cidadãos"

 

Herbert J. Taylor

(Extraído da publicação PA2-515-PO)

Governador 2007-08

Distrito 4740

 

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